07/07/2020
Atualizada: 07/07/2020 17:27:57
A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), juntamente a outras entidades sindicais do Estado, encaminhou um ofício ao governador de Alagoas, Renan Filho, apresentando posicionamento contrário à flexibilização do isolamento social no estado de Alagoas. Confira o documento na íntegra no anexo desta matéria.
No documento, as 34 centrais, federações e sindicatos alagoanos afirmam que não há possibilidade para se propor redução no distanciamento social neste momento, considerando, por exemplo, a curva em ascensão da pandemia em Alagoas, registrada pelo SUS, que mostra um aumento de pacientes com testes positivos da doença, além do crescimento no número de óbitos causados pela infecção.
As entidades signatárias lembram, também, que o Estado tem registrado diminuição expressiva de disponibilidade de leitos hospitalares e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na Rede de Saúde, devido ao aumento de pessoas que foram infectadas pela Covid-19 que precisaram de internação.
Ainda no documento, as entidades ressaltam que o Brasil, entre os países mais afetados pela pandemia, possui a pior taxa internacional de testagem da população para o SARS-CoV-2, cenário que se repete em Alagoas e que, segundo as entidades, prejudica a mensuração correta de infectados.
“Esta grande subnotificação prejudica o dimensionamento da real e trágica realidade, assim como atrapalha o planejamento de ações para enfrentar a crescente gravidade da pandemia em nosso estado”, diz um trecho do documento.
Reivindicações
Para as entidades sindicais é necessário um planejamento para uma retomada segura das atividades econômicas e maior convívio social para ser executado quando for comprovadamente possível, diante da posição das autoridades científicas e sanitárias.
“Reivindicamos que as medidas de segurança do trabalho para a nova realidade imposta pela pandemia sejam discutidas amplamente com as representações do Movimento Sindical e Movimentos Populares”, solicitaram as entidades por meio do documento.
A definição de protocolos para prevenção à pandemia; obrigatoriedade de instalação de Comissões de Biossegurança nas empresas; o fortalecimento da Vigilância Sanitária e dos órgãos e setores que fiscalizam as condições de saúde e segurança do trabalho; a fiscalização e controle dos transportes coletivos em Alagoas e a suspensão do pagamento dos serviços da dívida pública federal e alocação de recursos para o enfrentamento da pandemia, foram outras reivindicações feitas pelas centrais sindicais alagoanas.
Por fim, a Adufal e as demais entidades reforçam que a retomada da economia só será efetiva se tiver, por base, a recuperação da renda da classe trabalhadora, único meio seguro de promover a recuperação do consumo e da produção.