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24/11/2020
Atualizada: 24/11/2020 16:34:08


Como forma de apoiar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) convoca a base docente para participar do ato público nesta quarta-feira (25), organizado em combate à crescente violência praticada contra a mulher. A manifestação ocorre em Maceió, a partir das 15h, com concentração no Calçadão do Comércio, no Centro.

Para participar do ato, é importante que todas as pessoas sigam as medidas de segurança e estejam utilizando máscara, além de procurar manter distância de outras pessoas.

O ato público seguirá do local de concentração até à Praça Deodoro, em frente ao Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJ/AL), onde as manifestantes protestarão denunciando e reivindicando a punição dos agressores de mulheres e meninas.

Durante o protesto, as entidades do Movimento de Mulheres apresentarão, ainda, denúncias baseadas nos dados das violências praticadas contra a mulher e que, segundo a ONU Mulheres, foram agravadas com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Os grupos também devem entregar aos candidatos de 2º turno à Prefeitura de Maceió uma Carta Compromisso (ver documento em anexo nesta matéria) em que pedem apoio para um conjunto de medidas que constituam Políticas Públicas para as Mulheres da capital alagoana.    

Sobre a data

Em 25 de novembro de 1960, as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, conhecidas como “Las Mariposas”, foram brutalmente assassinadas pelo ditador Rafael Leônidas Trujillo, da República Dominicana.

Em razão deste acontecimento, em 1999, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu esse dia como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Apesar das conquistas

Foi a partir de grandes reinvindicações que as mulheres conseguiram avançar na luta contra a violência ao gênero, a exemplo da Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, as principais no combate à violência contra a mulher.

No entanto, apesar dessas conquistas, os dados sobre violência no Brasil mostram que ainda há um caminho longo a se perseguir no combate à violência contra a mulher, que pode ser classificada como física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2018, 1.206 mulheres foram assassinadas. As mortes foram registradas como feminicídio. Ou seja, quando a vítima morre por causa do seu gênero. O levantamento mostrou, ainda, que nove em cada dez casos, a mulher foi morta por um companheiro ou ex-companheiro. O número cresceu 11% em relação a 2017.

Atualmente, o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de Feminicídio, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). O país só perde para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia em número de casos de assassinato de mulheres.

Em comparação com países desenvolvidos, aqui se mata 48 vezes mais mulheres que o Reino Unido, 24 vezes mais que a Dinamarca e 16 vezes mais que o Japão ou a Escócia.

Aumento da violência na pandemia

Durante a pandemia desencadeada pela Covid-19, a violência contra a mulher cresceu ainda mais no Brasil, como mostrou a atualização do relatório produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a pedido do Banco Mundial.

De acordo com o documento intitulado “Violência Doméstica durante a Pandemia de Covid-19”, e que tem como referência dados coletados nos órgãos de segurança dos estados brasileiros, os casos de feminicídio cresceram 22,2%, entre março e abril deste ano, em 12 estados do país, comparativamente ao ano passado.

“Vivemos um governo genocida que não apenas legitima a violência contra as mulheres, mas também sabota o funcionamento de instituições de combate à violência contra as mulheres e as minorias em geral. O resumo do atual quadro, no Brasil, é de extrema brutalidade contra nós”, denunciam as ativistas que organizaram o ato público.

Diante dos dados que o Brasil vem acumulando quanto às violências praticadas contra as mulheres, as ativistas alagoanas irão às ruas neste 25 de novembro para cobrar políticas públicas que possam assegurar a vida das mulheres.

 

Fonte: Ascom Adufal com informações da organização do evento

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