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10/12/2021
Atualizada: 10/12/2021 15:46:55


Em mais um ataque à educação pública, foi aprovado na última segunda-feira (6) pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), o parecer preliminar do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2022 que indica um corte prévio de R$ 5.269.153,00 no orçamento da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Diante da ameaça que a redução nos recursos representa para a Universidade, o reitor Josealdo Tonholo encaminhou, nesta quinta-feira (9), um ofício com caráter de urgência à bancada federal de Alagoas solicitando apoio para vetar os cortes impostos pela CMO.

O documento ressalta que os cortes nos recursos impactam diretamente na qualidade acadêmica da Ufal, uma vez que acabam resultando na redução do número de bolsas de estudo (de pesquisa, de monitoria, de extensão e de assistência estudantil), na desatualização de equipamentos didáticos e de pesquisa, e em cortes realizados em serviços básicos como segurança, limpeza, entre outros.

A Universidade já chegou a ter um orçamento discricionário da ordem de R$ 126,24 milhões em 2015. Em contrapartida, neste ano o orçamento aprovado foi de R$ 70,74 milhões, ou seja, uma redução progressiva de aproximadamente 44%.

Mesmo com a sequência de cortes anteriores, a Ufal tinha expectativas, fruto das promessas ministeriais de recomposição orçamentária gradativa, de que o cenário para 2022 fosse diferente. No entanto, a instituição revelou que foi surpreendida pelo corte atual.

“Apesar de uma grande expectativa de início desta recomposição quando do envio da mensagem da PLOA em 2022, fomos surpreendidos com a indicação no relatório preliminar de um corte prévio de R$ 5.269.153,00. Tal situação trará sérios prejuízos à condução das atividades acadêmicas e administrativas da Ufal, colocando ainda mais riscos à qualidade da educação e dos serviços prestados”, diz o documento.

Por fim, o ofício solicita apoio aos parlamentares para atuarem “junto aos Relatores e à Comissão Mista de Orçamento no sentido de vetar os cortes impostos pela relatoria e, se possível, recompor o orçamento da Ufal, pelo menos aos níveis de 2019”.

Outras universidades federais também devem sofrer cortes orçamentários grandes, segundo o parecer preliminar do PLOA de 2022, a exemplo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que tem corte previsto de mais de R$ 16 milhões, e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com a previsão de redução de R$ 10 milhões.

Em defesa da educação

Diante dos danos que a redução no orçamento causaria à instituição, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) se compromete desde já em cobrar um posicionamento e apoio dos parlamentares alagoanos para o veto dos cortes orçamentários.

A entidade pede o apoio de toda a categoria docente para defender a educação pública superior neste momento, pressionando os parlamentares através das redes sociais e compartilhando os materiais que cobram o veto aos cortes para que mais pessoas tomem conhecimento deste ataque à qualidade e ao funcionamento da maior e melhor instituição pública de Alagoas, que é a Ufal.

“Estamos vivendo um retrocesso histórico na área da educação. É inadmissível que o governo federal continue atacando as universidades, institutos e fundações desta forma, fazendo com que haja redução no número de bolsas de estudo e que as instituições funcionem de forma precária ou deixem de funcionar. Vamos lutar para que esse corte orçamentário absurdo seja vetado e para que de fato haja investimento na área da educação, ao invés de sucateamento”, afirma o presidente da Adufal, professor Jailton Lira.

Confira abaixo cards que podem ser compartilhados nas redes sociais como forma de pressionar os parlamentares para que atuem junto à Comissão Mista de Orçamento e vetem o corte prévio no orçamento da Ufal.

 

 

Fonte: Vanessa Ataide/Ascom Adufal *sob supervisão

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