05/09/2022
Atualizada: 05/09/2022 15:24:30
A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) manifesta total solidariedade às enfermeiras e enfermeiros pelo ataque aos direitos trabalhistas através da decisão monocrática do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu, neste domingo (4), a lei aprovada pelo Congresso e já sancionada, que cria o piso salarial da enfermagem.
A entidade considera a suspensão da lei um retrocesso gigantesco para a categoria e para a sociedade, que depende do serviço desses profissionais que estiveram na linha de frente durante a pandemia de Covid-19, período em que ficou mais evidenciada a importância do trabalho dos enfermeiros e enfermeiras para a população em geral.
“Está escancarada a desvalorização da profissão, que há décadas luta por um piso salarial que seja minimamente condizente com o trabalho exercido. Portanto, a Adufal está ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras e espera que essa decisão seja revista, de forma que garanta o direito da categoria ao piso salarial”, afirma o presidente da Adufal, professor Jailton Lira.
A decisão vale até que os estados, municípios, órgãos do governo federal, conselhos e entidades da área da saúde apresentem dados que expliquem o impacto financeiro da nova legislação para os atendimentos e os riscos de demissões diante da implementação do piso, em até 60 dias.
De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), os trabalhadores da enfermagem podem fazer greve geral contra a decisão do STF.
A categoria deve se reunir nesta segunda-feira (5) para organizar uma mobilização nacional com indicativo de paralisação das atividades, segundo a presidenta da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Shirley Morales, que define a decisão de Barroso como ‘aterradora’ e diz que a liminar causou indignação e tristeza na categoria, que lutou décadas para conquistar o piso.