23/12/2025
Atualizada: 23/12/2025 16:26:55
Agravando ainda mais a crise orçamentária nas Universidades Federais de todo o país, uma análise preliminar do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2026 feita pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), nesta segunda-feira (22), mostra que o orçamento originalmente previsto no PLOA 2026 para as 69 universidades federais sofreu um corte total de R$ 488 milhões, representando uma redução de 7,05%.
No caso da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o corte orçamentário deve chegar a R$ 8,2 milhões — uma diminuição de 7,15% considerando o montante previsto no PLOA 2026, que era de R$ 115.702.474,00.
A assistência estudantil da Ufal deve sofrer ainda mais com o corte orçamentário aprovado pelo Congresso Nacional, uma vez que, do total previsto para 2026 (R$ 29.896.829,00), foi aprovado 7,24% a menos, resultando em R$ 27.733.044,00 para as despesas destinadas à permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Confira a análise completa da Andifes do documento em anexo.
Para a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), a situação é extremamente crítica para a educação pública superior, que há anos vem lutando para recompor o orçamento que já é insuficiente para o pleno funcionamento das atividades das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES).
“Mesmo que a matéria ainda vá para sanção do presidente Lula (PT), é preocupante que esse corte absurdo tenha sido aprovado pelo Congresso Nacional. Diversas universidades públicas relatam grandes dificuldades em sustentar despesas como contas de luz e água, insumos para pesquisa, bolsas acadêmicas, entre outras coisas essenciais para a manutenção administrativa das instituições. Precisamos lembrar que as IFES possuem papel fundamental no desenvolvimento científico, social e econômico do país. Portanto, precisam de investimentos, e não de cortes”, afirma o secretário-geral da Adufal, professor Jailton Lira.
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Segundo nota da Andifes, “caso não haja recomposição, o orçamento das Universidades Federais em 2026 ficará nominalmente inferior ao orçamento executado em 2025, desconsiderando os impactos inflacionários e os reajustes obrigatórios de contratos, especialmente aqueles relacionados à mão de obra”.