29/04/2013
Atualizada: 29/04/2013 00:00:00
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Veículos impressos
De acordo com um estudo realizado pelo Centro de Investigações Políticas e Estratégicas Aluvión entre sábado (20/04) e a última sexta-feira (26/04), a imprensa escrita dedicou igual espaço aos atos de violência e ao questionamento da veracidade dos mesmos. Durante o período analisado, os jornaisEl Nacional, El Universal, Nuevo País, 2001 e Tal Cual dedicaram 33% de sua superfície em papel para relatar os ataques a CDIs (centros de saúde), e quase a mesma proporção, 30%, a uma organização não governamental que os desmente.
Estes veículos de comunicação publicaram somente uma média de 6,5 textos nos quais reportam os ataques a postos médicos, fatos corroborados pelo próprio Ministério Público do país. Pararelamente, 11 artigos nestes jornais deram voz à organização que desmente os incidentes, e 9,5 reportam outros acontecimentos.
De acordo com o instituto, entre as expressões utilizadas na cobertura jornalística impressa estão: “Denunciam que (...) Exército arremete contra manifestantes da oposição”, “presos por protestos são torturados”, “Fórum penal denuncia que se cometeram abusos ao controlar protestos”, “oposição desmente destruição de CDI em Barinas” e “Atacam por desmentir o governo”.
Para o ministro da Comunicação, a sequência de fatos violentos não foi informada aos leitores. “Na quarta-feira 17 de abril de 2013, entre as capas dos jornais, as únicas que abriam com a informação dos sete mortos [registrados] até aquele momento eram as dos jornais Correo del Orinoco, Ciudad Caracas e Panorama”, afirmou, aludindo a três veículos, dos quais os dois primeiros são públicos.
“Se isso tivesse sido ao contrário, se [os confrontos] tivessem sido consequência de um chamado a um desconhecimento dos resultados eleitorais por parte de Maduro, isso teria sido notícia de abertura”, disse Villegas, intitulando hipoteticamente “O Massacre dos chavistas e de Maduro”. Segundo ele, como a convocatória ao protesto foi realizada por Capriles, que denominou de “filho mimado dos poderes econômicos deste país”, os veículos optam pela “invisibilidade”.
De acordo com a análise do instituto Aluvión, a emergência de reportagens que tentam desmentir os ataques aos centros de saúde, com base em desestimações opositoras e da organização, tem o objetivo de argumentar que o governo venezuelano tenta desviar a atenção sobre as acusações de Capriles, sobre uma suposta “fraude” eleitoral, por meio de atos violentos.
“Esta matriz de opinião surge à raíz dos diferentes chamados que o líder opositor fez em defesa do voto e da democracia, criando um ambiente de violência generalizada por parte de seus seguidores, que os meios [de comunicação] tentam ocultar solapando e apontando o CNE [Conselho Nacional Eleitoral] como o gerador destas ações, enquanto a oposição se apoia na teoria de fraude eleitoral”, explica o estudo.
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