03/09/2019


Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (2), o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Anderson Correia, confirmou que nenhum novo pesquisador receberá bolsa da entidade em 2019 se não houver um descontingenciamento de verbas do Ministério da Educação (MEC). 

De acordo com o Capes, 2,65% das 211.784 bolsas ativas do Capes serão cortadas, representando o número total de 5.613 bolsas de mestrado e doutorado, referentes a pesquisadores que já finalizaram seus estudos, e que não serão repassadas para outros alunos.

Esse já é o terceiro anúncio de retirada de bolsas em 2019. Nos oito meses de 2019, o governo Bolsonaro extinguiu 11.811 bolsas de pesquisa financiadas pela Capes, o equivalente a 12% das 92.253 bolsas de mestrado e doutorado financiadas no início do ano.

Neste ano, a Capes teve R$ 819 milhões contingenciados, ou 19% do valor que fora autorizado em seu orçamento. Para 2020 — o primeiro orçamento desenhado pela atual gestão — os fundos do órgão cairão à metade, passando de R$ 4,25 bilhões previstos em 2019 para R$ 2,20 bilhões em 2020.

Segundo o governo, não haverá interrupção de pagamento para bolsistas com pesquisas em andamento. Com a medida, deixarão de ser investidos em pesquisa neste ano R$ 37,8 milhões. 

"A Capes é uma das principais entidades públicas de fomento à ciência do Brasil. A atual conjuntura política deixa ainda mais difícil a situação dos pesquisadores que desenvolvem trabalhos importantes nas diferentes instituições do país. É preciso lutar em defesa da ciência, da educação pública e gratuita, e de todos os direitos que estão sendo retirados", afirma a vice-presidenta da Adufal, Ana Maria Vergne.

A presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos, Flávia Calé, afirma que o cenário é de colapso na pós-graduação. 

“O que eles estão propondo é a morte da pesquisa no Brasil por inanição. Cortar metade do orçamento é inviabilizar o trabalho da pós-graduação. E isso vem em um contexto de sucateamento de universidades, dos nossos instrumentos de soberania, de desenvolvimento de tecnologia e pensamento próprios. Não tem como o Brasil sair da crise se não tem tecnologia”, disse Flávia Calé ao jornal GaúchaZH.

 

 

Fonte: GaúchaZH e Capes

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