25/03/2020


Aqueles que ocupam cargos públicos e militam no campo da política precisam ter habilidades para lidar com situações de conflito e competências para articular consensos. Em situações de crise, a exemplo da provocada pela pandemia do Coronavírus, essas habilidades e competências são imprescindíveis.

Nesta lógica, apaziguar as relações diplomáticas com a China, revogar o irrefletido artigo referente a suspenção dos contratos de trabalho sem compensação definida, dialogar com os governadores sobre a disponibilidade e liberação de recursos para enfrentar a crise sanitária e econômica, entre outras medidas pareciam indicar ventos de sensatez. Um esforço necessário em pró da estabilidade do país.

Contudo, todo esse esforço esbarra na postura controversa do chefe maior da Nação. O pronunciamento da noite de hoje, 24/03/2020, em cadeia nacional, foi de encontro às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde, das secretarias estaduais de saúde e de outros países. Para ele a culpa desta crise global é do outro: do vírus, da imprensa e da oposição. Por outro lado, aposta que o tempo mostrará a todos que está certo.

Não bastasse isso, governadores e os principais meios de comunicação foram acusados de promoverem medo, apreensão social e desorganização econômica.

Em síntese, o representante maior do Brasil, por um lado, minimiza os efeitos da crise global, da pandemia e desperdiça a oportunidade para dialogar com a imprensa, com os outros poderes, com os governadores dos estados e com a sociedade; de outro lado, contradiz o ministério da saúde e provoca seus opositores sem medir as consequências do alcance de seus rompantes.

Essa não é uma ação irrefletida e poderá ter consequências duras para o país. O que ele pretende afinal? Dobrar a aposta? Ir para o tudo ou nada?

Enquanto isso, a economia, a saúde e a democracia brasileira vivem um dos seus momentos mais delicados.

Fonte: José Vieira da Cruz - Professor do Curso de História da Ufal

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