06/01/2021


Os ataques do Governo Federal à educação e à autonomia das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) têm sido cada vez mais frequentes. Na madrugada desta quarta-feira (6), em decreto publicado no Diário Oficial União (DOU), o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), nomeou a segunda colocada da lista tríplice como reitora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Esta é a primeira interferência de Bolsonaro em 2021, já na primeira semana útil do ano.

A professora nomeada reitora da UFPel para os próximos quatro anos é Isabela Fernandes Andrade. A docente fez parte da chapa “UFPel Diversa”, que teve o professor Paulo Roberto Ferreira Júnior como candidato a reitor. Ferreira Júnior, que foi chefe de gabinete do atual reitor, Pedro Hallal, encabeçava a lista tríplice — que tinha ainda o professor Eraldo Pinheiro.

A chapa “UFPel Diversa” foi eleita em outubro de 2020 com 56,5% dos votos, derrotando a chapa “UFPel Mais”, que recebeu 43,4%. No Conselho Universitário, optou-se por formar a lista tríplice apenas com os membros da chapa vencedora — a intenção foi valorizar a escolha de docentes, alunos e funcionários, que deram a vitória ao primeiro grupo.

Com esta decisão, formou-se a lista tríplice: em primeiro lugar o professor Paulo Ferreira, que recebeu 56 votos dos conselheiros; em segundo lugar Isabela Fernandes, que obteve 6 votos e em terceiro lugar o docente Eraldo Pinheiro, com 2 votos.

Em nota, a atual gestão da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) repudiou a nomeação da professora Isabela Fernandes para a reitoria da instituição. “Num Governo Federal cujo líder faz apologia a torturadores, nega o racismo, é condenado por ofensas contra mulheres e prega a não vacinação da população, não é surpresa que sejamos golpeados em nossa democracia e autonomia”, disse a administração da Universidade.

Como aconteceu em outras 19 instituições do país, a nomeação para a reitoria da UFPel se deu de forma arbitrária e antidemocrática. Agora, 20 Ifes se encontram sob intervenção do governo Bolsonaro, apesar de seus representantes terem sido eleitos legitimamente por suas comunidades acadêmicas.

Clique aqui para conferir a lista com as instituições que sofreram intervenção de Bolsonaro.

Por meio do Ministério da Educação (MEC), o presidente da República tem indicado, desde que assumiu a Presidência da República, nomes para as reitorias das instituições, sejam de professores que não estavam em primeiro lugar na lista tríplice ou até que sequer participaram do processo de escolha nas instituições.

O presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), professor Jailton Lira, vê com grande preocupação as intervenções do Governo Federal para a gestão das Instituições Federais de Ensino Superior do país e repudia, novamente, toda interferência que deslegitime e coloque em risco a democracia e a autonomia acadêmica das universidades.

“As intervenções para as reitorias das instituições federais, não respeitando a decisão e consulta à comunidade acadêmica, são um alerta sobre o projeto do atual governo de sucateamento e controle da educação. Precisamos permanecer em alerta quanto às ações do governo Bolsonaro e firmes na luta contra o desmantelamento da educação superior pública.”, afirmou o presidente da entidade.

Fonte: Ascom Adufal com informações da Ascom ADUFPel

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