27/05/2021

Foto: reprodução/Youtube

O presidente da Associação dos Docentes da Universidade de Alagoas (Adufal), Jailton Lira, participou da Assembleia Geral Estudantil do Diretório Central dos Estudantes da Ufal (DCE-Quilombo dos Palmares), no momento de abertura, como forma de reforçar a importância da relação institucional entre a entidade sindical e o movimento estudantil. A assembleia ocorreu na tarde desta quarta-feira (26), através da plataforma online Google Meet, com transmissão ao vivo para o Youtube.

No início da fala, o professor do Centro de Educação (Cedu) da Ufal frisou que a Adufal se coloca à disposição para colaborar no que for possível com as pautas que dizem respeito ao segmento estudantil. "É o nosso papel político e institucional e é dessa forma que nós vamos manter a nossa conduta de ação, enquanto sindicato", disse Lira.

Jailton Lira fez uma breve análise sobre a situação política atual do país, reforçando as dificuldades na área da educação, pela falta de investimento, cortes orçamentários, entre outros retrocessos oriundos do governo Bolsonaro.

“As universidades federais estão sofrendo, assim como institutos, esses cortes orçamentários brutais muito em função dessa política econômica que favorece o capital. Nós tínhamos em 2015, ainda no governo Dilma Rousseff, para custeio das universidades e institutos federais, o valor aproximado de 2 bilhões e 300 milhões de reais. O recurso previsto para custeio este ano, apresentado pelo Ministério da Economia, é de cerca de 100 milhões. Portanto, 5% do valor previsto em 2015, que já era um valor aquém da necessidade de expansão das universidades e institutos federais”, afirmou o presidente da Adufal.

Ainda em seu momento de fala, o professor Jailton Lira relatou três questões que unem a entidade sindical e o movimento estudantil. A primeira, segundo ele, seria a defesa da garantia do acesso do segmento estudantil ao ensino superior.

“A segunda pauta que nos unifica é o “Fora Bolsonaro”. Nós não temos como continuar em um país que tem um governo com esse tipo de conduta e com esses personagens que ocuparam o espaço público (...) fazendo uma política pró-capital, matando a população brasileira pela omissão, seja de modo doloso ou culposo, em meio a uma pandemia, provocando aglomerações, desestimulando o uso de máscara e não comprando as vacinas necessárias”, argumentou Lira.

“E a terceira pauta é o enfrentamento do flagelo da fome, da desigualdade social que tem crescido de maneira exponencial desde que esse governo assumiu. Na realidade, que já começou no governo Temer e que se agravou no governo Bolsonaro. Hoje, nós temos 19 milhões de pessoas vivendo em insegurança alimentar, ou seja, passando fome no Brasil. Nós temos 55% da população com uma alimentação que não permite que as pessoas tenham uma vida saudável. É uma alimentação insuficiente, inadequada”, continuou o presidente da Adufal.

Por fim, o professor reiterou a importância de defender a democracia, considerando os constantes ataques à mesma, advindos do governo Bolsonaro. “A democracia que nós conhecíamos até a algum tempo, não é a mesma democracia que nós temos. É uma democracia que está comprometida por esse processo de avanço da militarização, das milícias e do autoritarismo”, finalizou.

Fonte: Karina Dantas/Ascom Adufal

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