08/06/2021


Em um novo ato público marcado para o dia 19 de junho, entidades sindicais, movimentos sociais e partidos políticos de todo o Brasil convocam a sociedade em geral a, mais uma vez, unir forças para ir às ruas contra a política genocida do governo Bolsonaro. Em Maceió, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) estará presente no protesto que terá concentração na Praça Centenário, no bairro do Farol, às 9h.

A luta continua pela vacina para todas as pessoas através do SUS, por um auxílio emergencial de R$600 até o fim da pandemia, por comida no prato de todos/as brasileiros/as, contra os cortes na educação, contra a violência e o racismo, em defesa dos serviços públicos e da soberania, contra a reforma administrativa e as privatizações.

As manifestações do dia 29 de maio envolveram centenas de milhares de pessoas em todo o Brasil, no exterior e nas redes sociais. Os atos foram relevantes e representativos levando às ruas um público mais amplo do que os militantes das organizações e catalisaram a indignação crescente da população com o governo genocida de Bolsonaro.

Essa mobilização, com sua amplitude e dimensões, só foi possível por meio da convergência de diferentes organizações populares, sindicais e partidárias e diferentes ativismos como o dos movimentos negros, feministas e da juventude. É esperado que no dia 19 de junho a adesão da sociedade seja maior.

“O governo atual se tornou mais perigoso do que esse vírus que há mais de um ano tem deixado tantas famílias em luto. É importante lembrar que este também é um vírus para o qual, há meses, já possui uma vacina, que foi negada diversas vezes pelo governo Bolsonaro. Precisamos pôr um fim ao projeto genocida do governo Bolsonaro e defender a vida. Por isso, a sociedade voltará às ruas no dia 19 de junho”, afirmou o presidente da Adufal, Jailton Lira.

Organização

Como no ato realizado no dia 29 de maio, o “Fora Bolsonaro” de 19 de junho também será no formato híbrido, sendo assim os/as manifestantes poderão estar a pé, de carro, moto, ou da forma que se sentirem mais confortáveis em participar do protesto.

Todos e todas os/as manifestantes que comparecem ao local devem seguir as regras de biossegurança, como estar utilizando máscara facial, procurar manter o distanciamento físico de outros/as manifestantes, além de higienizar as mãos frequentemente com álcool 70%. Os cuidados levam em consideração o risco de contaminação por Covid-19 e, por isso, a organização do evento frisa que caso alguém esteja sentindo sintomas de Covid-19, não deve comparecer ao ato.

As medidas de distanciamento social nesse próximo ato serão reforçadas, tais como a realização de filas indianas, distribuição de máscaras e álcool 70 para os manifestantes, entre outras ações de prevenção ao contágio por Covid-19.

Pautas do protesto

As principais pautas do ato de 19 de junho são:

  • Fora Bolsonaro e Mourão;
  • Reivindicar um auxílio emergencial de, no mínimo, R$ 600;
  • Lutar contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32, conhecida como reforma administrativa, que já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados;
  • Denunciar o descaso do Governo Federal nas ações de cuidado com a vida da população brasileira durante a pandemia;
  • Denunciar a gestão de morte do governo Bolsonaro ao recusar as ofertas de vacinas contra a Covid-19, além de reivindicar a vacinação imediata para todos e todas;
  • Exigir a restituição do orçamento para as universidades públicas, uma vez que os cortes na educação têm levado, inclusive, universidades a anunciarem a possibilidade de fechar suas portas pela falta de investimentos;
  • Denunciar o projeto de privatização de estatais, a exemplo recente da aprovação da Medida Provisória (MP) 1031/21, que viabiliza a privatização da Eletrobras;
  • Protestar contra o PL 5595/20, que prevê a reabertura de escolas, universidades, institutos e Cefet no pior momento da pandemia da Covid-19
  • Denunciar também o alto nível de desemprego que já alcança mais de 14 milhões de brasileiros, segundo o IBGE;
  • Fazer o alerta para os tristes dados que apontam o retorno do Brasil ao mapa da fome, a exemplo dos últimos meses de 2020, quando mais de 19 milhões de brasileiros passaram fome e cerca de 116,8 milhões conviveram com algum grau de insegurança alimentar no mesmo período, segundo o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil.
Fonte: Ascom Adufal

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