17/09/2021

Foto: Divulgação/Secult

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) encaminhou um ofício ao secretário de Segurança Pública de Alagoas, Alfredo Gaspar, na manhã desta sexta-feira (17), solicitando uma apuração célere e rigorosa para elucidar quem são os responsáveis pelo crime que ceifou a vida do professor José Acioli da Silva Filho. (confira o ofício no anexo desta matéria)

No documento, a Adufal expressa a consternação de toda a comunidade universitária diante do homicídio do docente do Curso de Artes Cênicas da Ufal, encontrado morto na residência onde morava, no bairro no Poço, na noite de quinta-feira (16).

“As características do crime violento, sem possibilidade de defesa por parte da vítima, uma pessoa conhecida por sua cordialidade e ausência de atos agressivos, causa profunda comoção na sociedade alagoana”, ressalta a entidade no ofício.

O sepultamento do professor José Acioli ocorreu às 17h desta sexta-feira (17), no cemitério da Piedade, no bairro do Prado, em Maceió.

Instituições, entidades e movimentos sociais têm lamentado a triste perda e cobrado justiça para o caso. A Ufal, em nota, por exemplo, lembrou a devoção do docente às artes e à docência, desde o ensino médio ao ensino superior, em que foi responsável por formar gerações, marcando sua trajetória por extensa contribuição ao teatro e a diversos outros ramos artísticos em Alagoas. 

O Museu Théo Brandão (MTB), que foi dirigido pelo docente em 2018, também manifestou seu pesar pela partida de Acioli. “Lamentamos profundamente o falecimento do ex-diretor do MTB, professor José Acioli Filho. Manifestamos sinceras condolências aos familiares e amigos”, disse a instituição em nota.

Investigação

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deu início à investigação do ocorrido já nesta sexta-feira (17). Até o momento, a polícia analisa as possibilidades de homicídio simples ou latrocínio – ou seja, roubo seguido de morte.

No entanto, personalidades políticas e movimentos LGBTQIA+ alagoanos afirmam que o homicídio do professor Acioli se trata de um crime de homofobia. Em nota, o Grupo Gay de Maceió (GGM) prestou suas condolências à trágica perda do docente, também se comprometendo em cobrar por justiça.

“Lamentavelmente esse é mais um crime de ódio e preconceito LGBTfóbico cometido contra a população LGBT, mais uma vez, no estado de Alagoas e lutaremos com todas as forças por justiça e elucidação de mais esse caso”, afirmou o grupo.

A Adufal lamenta, ainda, que o caso possa se tratar de um crime de homofobia e enfatiza aqui seu total repúdio a qualquer tipo de ato ou intenção que expresse tal preconceito, reafirmando seu entendimento de que o respeito à diversidade é dever de todos e todas.

Sobre o professor

José Acioli da Silva Filho era formado em artes plásticas, com especialização em Arquitetura Barroca. Tinha mestrado e doutorado na área da Educação e Teatro de Animação. O docente lecionou em disciplinas ligadas à visualidade nos cursos de Teatro, Dança e Música, da Ufal.

José Acioli foi ainda diretor do Museu Théo Brandão (MTB) e esteve à frente da instituição em 2018. Um grande defensor da cultura alagoana e um professor querido, Acioli era também pesquisador, cenógrafo, artista visual e bonequeiro.

 

Fonte: Vanessa Ataide/Ascom Adufal *sob supervisão

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