28/04/2021


A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) se reuniu com a base docente, na tarde desta terça-feira (27), para dialogar sobre a crise orçamentária que atinge a Ufal, o Projeto de Lei 5595/20 e sobre a Proposta de Emenda à Constituição 32/20.

A princípio, a reunião online foi convocada como assembleia geral, mas como não houve quórum para deliberações, a reunião seguiu em formato de plenária.

Crise orçamentária da Ufal

O primeiro ponto discutido na reunião foi sobre a crise financeira pela qual a Ufal, bem como diversas universidades públicas do país, vem sofrendo, considerando o drástico corte de verbas destinados à educação.

Uma proposta que surgiu do professor Aruã Silva foi a de criar uma comissão com integrantes da diretoria da Adufal, associados/as e integrantes do Conselho de Representantes, para acompanhar a Reitoria e a administração da Ufal, no sentido de colaborar com as iniciativas relacionadas às dificuldades financeiras.

“Com essa problemática das bolsas a gente sabe que o governo não está para brincadeira, está atacando as universidades com bastante violência. O corte desse ano é brutal e vai atingir vários setores da universidade e sem união a gente não vai conseguir atravessar esse momento difícil”, pontuou o professor Aruã.

Outras propostas acerca desse ponto de pauta foram: propor ao Conselho Universitário (Consuni) que seja realizada uma audiência pública, com participação dos parlamentares, para denunciar o que está ocorrendo com a Universidade e frisar os prejuízos que isso representa para a sociedade; buscar realizar entrevistas em rádios e outros meios de comunicação para falar sobre o tema; e realizar um debate interno, unindo toda comunidade acadêmica (estudantes, técnicos e docentes) de forma que haja uma construção coletiva sobre as questões relacionadas à crise financeira.

“Penso que nós devemos propor ao Consuni que seja realizada uma audiência pública com essa proposta de chamar a sociedade civil para que haja um informe muito mais detalhado. Assim, a universidade deve mostrar publicamente quais são os seus problemas e quais são os cortes que estão acontecendo no orçamento. Efetivamente, nós corremos sérios riscos de ficarmos inviabilizados”, disse a professora e vice-presidenta da Adufal, Sandra Lira.

Um acordo entre todos e todas presentes na reunião foi de que a assistência estudantil deve ser prioridade neste tema, bem como a garantia de projetos e pesquisas que já estão em desenvolvimento.

Projeto de lei 5595/20

Ao iniciar a discussão acerca desse ponto de pauta, o presidente da Adufal, Jailton Lira, mencionou que a diretoria agendou uma reunião com os sindicatos da área da educação para discutir estratégias para se opor ao Projeto de Lei 5595/20, que caracteriza como serviços essenciais a educação infantil, os ensinos fundamental e médio e a educação superior pública e privada, proibindo, assim, a suspensão das atividades educacionais presenciais em escolas e faculdades durante calamidades públicas ou crises sanitárias, como a provocada pela Covid-19.

“Repercutir o material midiático que a Adufal tem feito nos ajuda muito nessa pressão junto a esses parlamentares. Porque muitas vezes a gente até consegue fazer contato com alguns parlamentares, mas conseguir o contato não é o suficiente para sensibilizá-lo. E essa sensibilização não é só argumentativa, ela também acaba se dando numa frente política, de pressão mesmo, de chamar o parlamentar à responsabilidade”, argumentou Jailton Lira.

Na reunião, foi proposta a realização de um grande manifesto em defesa da educação e da vida, como forma de mobilizar a imprensa. Além disso, também propuseram a elaboração de uma cartilha para esclarecer o PL 5595/20, tendo como foco o público-alvo da área da educação; e a realização de um levantamento, junto à Ufal, do número de professores, técnicos e alunos que faleceram em decorrência da Covid-19, para divulgar fazendo relação ao risco à saúde com o retorno das aulas presenciais.

“Devemos avançar e não perdermos de vista a luta em defesa da universidade pública, do patrimônio público e da nossa democracia, que está sendo violentada. Temos que ir para o debate público. A Adufal está fazendo esse debate e nos faz um chamamento ético para enfrentarmos a direita perversa”, relatou a professora Maria Aparecida Batista, ex-presidenta da Adufal.

Reforma administrativa

No último ponto da plenária, os/as docentes dialogaram sobre as ações contra a PEC 32/20. O presidente da Adufal fez um relato das atividades que vem sendo realizadas pela entidade desde o ano de 2020, retomadas agora em 2021 com mais rigor, como: publicação de cards nas redes sociais, fixação de faixas em vias públicas e outdoors, realização de entrevistas em rádios e TVs, entre outras.

Alguns docentes sugeriram realizar mais atividades como lives e webinários, que gerem debate interno para motivar os associados na luta contra essa reforma; e levantar números sobre as perdas financeiras e gastos que a categoria docente vem tendo durante este período de ensino remoto.

“Acho que nós podemos aperfeiçoar as ações da Adufal com essas propostas. Tudo que foi dito aqui foi anotado e nós vamos procurar ver no que a gente pode conseguir aperfeiçoar, mas, insisto, ou a gente se expõe e vai para o debate público, ou seremos atropelados por essa avalanche de prejuízos e ataques que são a reforma administrativa, o PL 5595 e outras propostas desse governo nefasto. Todos nós temos que colaborar com essa mobilização”, reiterou o professor Jailton Lira.

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Fonte: Karina Dantas/Ascom Adufal

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